
Amigos são pessoas especiais na vida de cada um de nós. Lembranças de amigos sempre ficam na retina de nossa memória.
Amigos da infância, dos passeios de velocípedes, dos brinquedos e até da primeira briga após um momentâneo desentendimento.
Lembro de Jamil, um coleguinha do grupo escolar, neguinho muito legal, sempre com um sorriso nos lábios. Em um dos meus aniversários ela era o amigo presente, mesmo sem festa! Jamil ia comigo no parquinho da praça pública e passávamos horas no balanço, na gangorra e no maravilhoso escorrega...
Mais tarde tive como amigo o Rubens que era colega do colégio e que morava próximo da minha casa. Depois das aulas nos encontrávamos na esquina, no murinho do hospital da Cruz Vermelha, em Curitiba. Eram muitas horas de conversa, de troca de idéias.
Roberto foi meu grande amigo da adolescência, com quem muito aprendi sobre economia e política, porque ele tinha um pai muito letrado e ligado nas coisas governamentais. Interessante que o pai dela admirava muito Benito Mussolini, tanto que deu ao filho mais velho o mesmo nome de batismo. Roberto era um grande entusiasta da Itália e elogiava muito as gravatas de seda italiana, aquela que os repetidos nós não as deformam jamais! Roberto era meu companheirão nos papos, nos passeios e até nas conquistas das namoradas. Certa ocasião ele me acusava de ter passado ele para trás numa conquista, porque eu deixei ele dormindo e me adiantei na disputa! Eu negava mas ríamos muito.
Depois, no Rio de Janeiro, tive como colega de quarto em uma casa de cômodos na rua das Laranjeiras, o Luiz Carlos. Ambos éramos estudantes de Direito, eu na Nacional e ele na faculdade do Catete. Era um amigão! Interessante é que ele quando recebia a mesada familiar gastava quase tudo em uma semana, indo aos restaurantes mais caros e balados e depois ficando na penúria o resto do mês! Lembro-me que na fase magra, ele costumava pedir um sanduíche de queijo, daqueles que vem com dois andares de queijo, que serviam nos botequins cariocas, e um pão simples. Depois dividia o queijo e comia dois sanduíches e assim podia ir para a casa mais satisfeito!
Mais tarde tive José Maria, companheiro de concurso, sempre atento à carreira profissional, conversava sobre os mais variados assuntos.
Depois, já casado, tive outro grande amigo o Eduardo, com o qual discutia assuntos de trabalho e saímos juntos para almoçar, comer pizza e jantar. Ríamos muito de nossas aventuras!
Assim são as amizades alicerçadas no convívio, nas afinidades e no companheirismo.